Neste inverno se ficar doente não corra para as urgências

Neste inverno, se ficar doente não corra para as urgências. É natural que o estado de saúde gere preocupação mas a maior parte das vezes não é necessário ir ao hospital.

  • As urgências hospitalares são locais de grande afluência e concentração de pessoas, o que aumenta as probabilidades de contágio de pessoas não doentes e, mesmo, de agravamento de situações menos urgentes.
  • O recurso às urgências de situações menos urgentes aumenta o tempo de espera e pode atrasar a resposta a situações verdadeiramente urgentes.

Ligue primeiro para a Linha Saúde 24 – 808 24 24 24. Do outro lado desta linha de atendimento estão profissionais de saúde qualificados que fazem a triagem do seu estado de saúde, informando e aconselhando sobre os cuidados mais adequados e encaminhando para os serviços de saúde sempre que necessário.

Não corra para as urgências

A gripe é, geralmente, uma doença benigna. Que evolui favoravelmente até à recuperação completa ao fim de duas semanas no máximo, mediante a adoção de alguns cuidados. Assim:

  • Fique em casa e repouse;
  • Mantenha-se confortável, mas sem se agasalhar demasiado;
  • Use soro fisiológico para a congestão nasal;
  • Hidrate-se: beba muitos líquidos, de preferência água ou sumos de fruta.
  • Se tiver febre, tome paracetamol. Se estiver a cuidar de uma criança doente, administre-lhe também paracetamol, nunca ácido acetilsalicílico.
  • Não tome nem dê antibióticos.

As constipações e as gripes são doenças causadas por vírus. Isto significa que se podem transmitir facilmente de pessoa para pessoa. O vírus é transmitido através de partículas de saliva infetadas, expelidas através da tosse e dos espirros. O contágio pode também ser direto, isto é, através
das mãos já que uma pessoa doente facilmente leva as mãos aos olhos, à boca ou ao nariz, podendo, ao tocar noutra pessoa, passar o vírus.

O vírus da gripe  é altamente contagioso, o que o torna mais agressivo do que outros vírus causadores de doenças respiratórias como a gripe.

Para prevenir o contágio:

  • Evite estar perto de pessoas doentes;
  • Use lenços descartáveis e apenas uma vez;
  • Proteja a boca com um lenço ou com o antebraço sempre que espirrar, nunca com as mãos;
  • Lave frequentemente as mãos, com água e sabonete; em alternativa, use toalhetes descartáveis.

Folheto: MS 2015 Neste inverno se ficar doente não corra para as urgências

Recomendações para melhorar saúde respiratória de idosos

Abrir as janelas exteriores diariamente em todas as divisões, evitar o uso de termoventiladores ou manter a humidade relativa entre os 25% e 55%, são algumas das recomendações propostas pelo Projeto GERIA – Geriatric Study in Portugal on Health Effects of Air Quality in Elderly Care Centers, que decorreu em Lisboa e Porto e teve como principal objetivo contribuir para a promoção da saúde das pessoas que residem em equipamentos residenciais para pessoas idosas (Lares).

Fotografia de Borya / Flickr

Fotografia de Borya / Flickr

A partir da identificação de fatores que afetam a saúde e a qualidade de vida dos residentes, a quantificação da sua exposição a poluentes e a avaliação da resposta individual a estes estímulos, foi elaborada uma lista de recomendações que abrangem desde a temperatura ambiente às obras que possam decorrer nestes edifícios.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o Projeto GERIA foi liderado pelo Professor João Paulo Teixeira, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Porto).

Para mais informações pode consultar aqui o folheto informativo com as recomendações do Projeto GERIA.

Relatório anual referente à infeção VIH/SIDA

O Instituto Ricardo Jorge divulga, pelo trigésimo ano consecutivo, relatório anual referente à infeção VIH/SIDA em Portugal. O documento reúne informação epidemiológica relativa à caracterização da situação em Portugal em 2014, tendo por base o sistema de notificação de casos de infeção VIH/sida, que é obrigatória em Portugal desde 2005.

INSA

Das conclusões do documento, destacam-se:

  • Em 2014 foram diagnosticados 920 novos casos de infeção por VIH em Portugal e, no final do ano, encontravam-se diagnosticados, cumulativamente, 52.694 casos de infeção por VIH, dos quais 20.856 em estádio de sida;
  • Os novos casos diagnosticados correspondiam maioritariamente (99,3%) a indivíduos com idade ≥15 anos, 48,1% residiam na região da Grande Lisboa, 72,5% registaram-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi de 38,0 anos, 71,1% referiam ter nascido em Portugal e 18,3% apresentavam uma patologia indicadora de sida à data do diagnóstico da infeção. A via sexual foi o modo de infeção indicado em 92,2% dos casos, com 61,3% a referirem transmissão heterossexual. Os casos que referiam transmissão decorrente de relações sexuais entre homens correspondem a 42,7% dos casos do sexo masculino e apresentaram uma mediana de idades de 31,0 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas equivalem a 4,3% dos novos diagnósticos. De acordo com os valores das contagens iniciais de CD4, 51,2% dos novos casos corresponderam a diagnósticos tardios;
  • A análise das tendências temporais da epidemia revela, desde 2008, uma descida consistente da taxa de novos diagnósticos, contudo, Portugal continua a ter uma das mais elevadas taxas da União Europeia. As tendências recentes revelam um decréscimo acentuado dos casos de infeção associados a consumo de drogas, aumento dos diagnósticos em jovens do sexo masculino que têm sexo com homens e uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais de meia-idade. O esforço recente para a melhoria da qualidade da informação epidemiológica nacional mostra-se essencial para a compreensão e intervenção adequada no sentido de reverter esta realidade.

INSA 2015 Infeção VIH-SIDA a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2014